Capítulo Três: O Caipira

Menantu Dewa Yin dan Yang Jin Butong 1730kata 2026-03-11 14:54:09

No funeral do avô de Wu Yan, viam-se tanto magnatas a bordo de carros luxuosos quanto humildes vendedores ambulantes acompanhados de filhos; havia camponeses das aldeias vizinhas que tinham recebido a ajuda do velho Wu, assim como pessoas que atravessaram várias províncias para prestar suas condolências.

Contudo, apenas a família Li, mencionada tantas vezes pelo avô, não se fez presente.

...

Após concluir todos os ritos fúnebres, Wu Yan partiu rumo à família Li de Luozhou.

Luozhou.

A família Li, uma das cinco mais poderosas de Luozhou, possuía um patrimônio que se media em centenas de milhões, tendo como principal negócio o ramo imobiliário. Antes, não passavam de mercadores obscuros, mas há dez anos, de modo enigmático, ascenderam rapidamente, tornando-se, em apenas três anos, uma das cinco grandes famílias da cidade, sendo por um tempo o maior destaque entre os emergentes de Luozhou.

Dizia-se que a família Li contava com o auxílio de um verdadeiro mestre.

"Mestre, leve-me à família Li!"

Wu Yan acenou para um táxi à beira da estrada.

O motorista, surpreendido, observou o traje simples de Wu Yan e perguntou, incrédulo:

"Rapaz, a qual família Li você pretende ir?"

Os olhos de Wu Yan estreitaram-se ligeiramente; ele respondeu:

"Mestre, é claro que falo da mais famosa família Li de Luozhou!"

O motorista soltou uma risada irônica, balançou a cabeça e levou Wu Yan em meio aos grandiosos edifícios da cidade.

Duas horas depois, Wu Yan encontrava-se diante de uma área de mansões majestosas, de paisagem idílica. Mesmo diante de tamanha opulência, seu olhar permaneceu sereno e imperturbável, sem vestígio de assombro.

Na técnica secreta do "Empréstimo da Lâmina", o primeiro ensinamento é o cultivo do estado de espírito; acontecimentos banais não eram capazes de abalar o coração de Wu Yan.

— Então esta é a Mansão Zijin? —

A Mansão Zijin era o condomínio residencial mais exclusivo de toda Luozhou; apenas as forças mais influentes da cidade tinham o privilégio de ali residir. Dizia-se que qualquer pessoa que dali saísse poderia muito bem ser um potentado de riquezas incalculáveis.

Wu Yan, sem hesitar, avançou em direção ao interior.

"Ei, ei, ei! Quem é você? O que faz aqui? Fique onde está!"

Wu Yan interrompeu seus passos e, ao voltar-se, viu que era o segurança da portaria que o interceptava. Explicou, então:

"Vim procurar a família Li de Luozhou."

O segurança aproximou-se rapidamente, agarrou-lhe o braço e tentou puxá-lo para fora.

"Quem você pensa que é? Acha que pode simplesmente entrar e pedir para ver quem quiser? Olhe para si, com essas roupas de roceiro! Quem garante que não veio aqui para roubar alguma coisa?"

Roubar?

Wu Yan franziu o cenho, esforçando-se por suite explicar:

"Meu senhor, estou aqui de fato para tratar de instantíssima importância com a família Li."

O semblante do segurança assumiu expressão jocosa, e ele falou de modo teatral:

"Não é por nada, mas todo ano aparecem centenas, milhares de pessoas dizendo ter assuntos urgentes a tratar aqui. Sem agendamento, ninguém entra."

Wu Yan, evidentemente, não possuía qualquer agendamento; sabia apenas que devia cumprir a incumbência que o avô lhe deixara: apresentar-se à família Li de Luozhou e cumprir o compromisso matrimonial.

Enquanto pensava em como adentrar a Mansão Zijin, aproximavam-se do portão um ancião de semblante amável, trajando uma elegante túnica tradicional, e junto a ele uma jovem de feições doces, vestindo shorts jeans, cujas longas e alvas pernas estavam à mostra. Ela segurava o braço do velho, manhosa:

"Obrigada, vovô! Com o senhor à frente, tudo há de se resolver. Mas, vovô, sua saúde mal se recuperou, está mesmo bem?"

No rosto do ancião desenhou-se um sorriso indulgente:

"Não se preocupe, estou bem melhor!"

Ao cruzarem o portão, depararam-se exatamente com Wu Yan, que ainda dialogava com o segurança.

A jovem torceu a boca, demonstrando desprezo:

"Olhe, vovô, mais um tentando se infiltrar na Mansão Zijin. Com esse jeito de caipira…"

O velho franziu o cenho e, batendo de leve nas costas da neta, advertiu:

"Wanting, não julgue as pessoas por aparências. E se esse rapaz realmente tiver um assunto importante?"

"Ah, quem acredita?"

O segurança, ao notar a presença do ancião e da jovem, tornou-se imediatamente respeitoso, curvando-se diante de ambos:

"Senhor Tang, senhorita Tang, façam boa viagem."

O ancião sorriu cordialmente:

"Hmm, lembre-se de não dificultar a vida dos assigned."

"Pode deixar, senhor!"

Wu Yan também observou atentamente o ancião; na sopro da técnica secreta da "Adivinhação pela Lâmina", estava a arte de ler o destino pelas feições.

Ao mirar-lhe o rosto, Wu Yan não pôde evitar um sopro de espanto.

Testa alta e plena, maçãs do rosto largas e robustas, nariz reto como lâmina, orelha esquerda espessa e generosa — traços que indicavam uma vida de grande fortuna e poder.

Entretanto...

O semblante do velho era pálido e rarefeito, os olhos levemente inchados, a glabela tingida de um azul discreto — indícios de alguém recém-recuperado de grave enfermidade.

Mais grave: os pelos das sobrancelhas cresciam em sentido contrário na raiz — prenúncio de desastre iminente; a glabela, tingida de azul e vermelho — o azul, por doença recente; o vermelho, augurando sangue. Isso significava que a enfermidade do ancião poderia recidivar a qualquer momento, talvez em um, talvez em cinco minutos — mas, desta vez, ameaçando-lhe a própria vida.

Naturalmente, o ancião também fitou Wu Yan. Apesar das vestes rústicas, seus olhos eram claros, as sobrancelhas graciosas, e ao redor dele pairava uma aura indecifrável, que despertou no velho sincera curiosidade.